Posts com a Tag ‘mídias sociais’

Vozes da web

sábado, 22 de janeiro de 2011

Durante a semana, a Área de Mídias Sociias da Campus Party Brasil reuniu um grupo de podcasters para um descontraído bate-papo contou com alguns dos melhores podcasters da web nacional, como Maestro Billy, Allan Pollar (Nerdrops), Eduardo Moreira (Spinoff), Mafalda (Monacast) e Leo Lopes (Radio Fobia).

Com o microfone na mão, cada um contou sua experiência, como nasceu a idéia de montar um Podcast, e quais mudanças essa decisão gerou em suas vidas. Falaram, também, sobre ter total liberdade de falar sobre o que bem entendem. Além disso, citaram algumas dificuldades encontradas no começo. Eduardo Moreira, por exemplo, registrava seus programas com um gravador MP3, e a qualidade era bastante ruim. Ossos do oficio que seria superados com o tempo.

Presente ao debate, o DJ, produtor, e também podcaster, Maestro Billy falou com exclusividade ao Blog da Campus Party:

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O segredo dos videologs

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

As celebridades do mundo moderno estão mudando cada vez mais de cara. Não são mais só as celebridades da televisão, da política que paramos nas ruas e sim as novas “Web Celebs”, o termo para as celebridades da internet.

Mas como são criadas essas personalidades virtuais? Atualmente, o meio mais usado são os Videologs e Livestreamings. O primeiro consiste na gravação de vídeos, sobre qualquer tema, e os mesmos são exibidos diretamente em uma página, sem a necessidade de se fazer download do arquivo. Já o segundo, a mídia geralmente é reproduzida à medida que chega ao espectador, ou seja, o vídeo é reproduzido em tempo real.

No palco da Social Media, PC Siqueira, dono do vlog “Mas Poxa Vida”, Rodolfo Castrezana, apresentador do nosso Geek Vibrations Brasil, blogueiro e escritor do Omedi e Lucas Caetano, dos Vagazóides, compartilharam suas opiniões sobre o tema no Campus Party Brasil 2011.

O debate, ministrado pelo creative technologist Cris Dias, começou com cada palestrante contando como começaram seus vídeos e PC Siqueira disse que, basicamente, se inspirou em algumas transmissões, mas nada de muito diferente. Lucas foi um tanto diferente, pois começou escrevendo textos de stand up, no entanto, tinha medo de falar em público.

“Eu achei que foi melhor, precisava me acostumar”. Lucas Caetano.

Então, teve a ideia de chamar um amigo, pois não possuía câmera, e então começaram a filmar. As visualizações dos vídeos dos três convidados foi aumentando conforme o tempo passava. O que não era uma coisa tão ruim, afinal.

Quando perguntados sobre a timidez na hora de filmar, PC disse que ainda é bastante tímido e se considera um “tosco” ainda, porém, isso não atrapalha em nada.

“A timidez vai sumindo conforme você vai gravando. Lá pelo terceiro vídeo você não liga mais”. Rodolfo Castrezana.

Após as dicas de programas que eles utilizam, forma de iluminação e outras técnicas, os convidados comentaram sobre a profissionalização dos vídeos que fazem. Rodolfo Castrezana diz não ter muita frescura com seus vídeos e afirma que profissionalização é para os fracos, que tem que ser na raça.

PC Siqueira comentou que esses tipos de transmissão promovem a liberdade de expressão, são um exercício para a personalidade.

“É fazer aquilo que você quer fazer e não o que mandam. Quando anunciante vem falar comigo, logo de cara eu já dito minhas regras”. PC Siqueira.

Tainá Goulart

Sintetizamos aqui algumas dicas que foram dadas por nossos amigos para tornar seu vlog um sucesso:

. Faça vídeos curtos com um bom ritmo. Nada de depoimentos longuíssimos sobre um tema chato;

. Fale sobre assuntos que as pessoas queiram ouvir ou que cause indignação, que os espectadores pensem “que absurdo!” e depois queiram mostrar para os amigos;

. A qualidade do áudio e vídeo é essencial. As pessoas devem ouvi-lo e vê-lo com a maior clareza possível;

. Os melhores vídeos são aqueles que passam rápido e as pessoas nem percebem. Treine várias vezes até achar este ponto;

. Geralmente grava-se quatro vezes mais vídeo do que é usado no final. Não tenha pena de cortar partes. Se achou que a piada era boa, mas é longa demais, use em outro episódio;

. Não esconda as partes interessantes com vinhetas intermináveis ou introduções chatas. O que é bom deve ser mostrado logo de cara para prender o público;

. Você pode usar algumas ferramentas do Youtube para saber em que ponto o usuário foi embora do vídeo ou pulou para outra parte. Explore as alternativas;

. Use as redes sociais para divulgar seus vídeos. Vale tudo, contanto que você não seja inconveniente com ninguém;

. Assista e corrija várias vezes antes de mandar para a Internet. É algo trabalhoso, mas evita que você pague micos e fique famoso por outro motivo, que não o seu talento.

. Se você quiser dividir as funções na hora da produção, não existe nenhum problema. Um amigo pode escrever o roteiro, outro editar ou dirigir. Lembre-se que a maioria dos programas de TV, por exemplo,possuem equipes enormes para ajudar e você não estará sendo menos original interpretando a obra de alguém ;)

Gabriel Galli

Tente acompanhar a tal Geração Interativa

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Quando sentei em frente à mesa do debate sobre Gerações Interativas, não tinha muito a certeza do que estava prestes a ouvir. Mas as conclusões foram expostas logo de início. Os falantes eram especialistas de várias teorias, a maioria com mais de 30 anos (chutando baixo). A exceção era Rene Silva.

Por isso, ele era o queridinho da mesa. Ou um caso a ser estudado por todos aqueles especialistas. Eu, no lugar dele, me sentiria um ratinho branco sofrendo choques elétricos. Todos queriam respostas que Renênão estava pronto para dar. Um contraste claro entre teoria e prática.

Com 17 anos, Rene Silva ficou famoso por sua atuação no complexo do Alemão e a cobertura da invasão do morro feita justamente por alguém de dentro do morro, através do Voz da Comunidade.  Seus tweets eram as fontes de informações de muitos outros jornais. Um ótimo exemplo de uso da internet por alguém que ainda não tem. Foi isso que trouxe ele a esta mesa.

Rene desde criança sentiu a vontade de criar um jornal comunitário e compartilhar informações. Simples. Usou as ferramentas que tinha. Simples. Não para os teóricos. Estavam ali defensores do controle debatendo como entender uma geração, tentando se infiltrar no ambiente que elas dominam. Volney Faustini, convidado da mesa,  era dos “velhos” quem enxergava com melhores óculos. “Não tem como controlar!” Nem Hitler seria capaz!

O vídeo acima (meme famoso da web) sobre essa nova geração foi apresentado durante a discussão e trollado com feixes de laser que vinham da arena - gente da geração em questão e que não estava nem aí para a discussão.

Limites: uma geração tenta criá-los, a outra aprendeu que dá para superá-los. O que falta para a segunda geração não são os limites, mas melhores noções de moral e ética - que no indivíduo online e offline.

A geração que estava no título do debate - não nas cadeiras - é uma geração que se criou em um ambiente em rede e aprendeu a navegar pela web assim como aprendeu a andar. Já caiu e fez besteira. Já levantou também. Rene é um bom exemplo de alguém que deu um passo sem calcular muito e deu certo. Agora é vigiado por pelo menos 12 mil pessoas.

Raphael Bispo

Dia político agita a Campus Party Brasil

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Ontem, na Campus Party Brasil, a política estava em destaque. Além da passagem do governador de São Paulo Geraldo Alkimin, os campuseiros ouviram Al Gore  e Marina Silva. Ambos já foram candidatos a presidencia de seus países, respectivamente, EUA e Brasil.

Em sua vida política, os dois são sempre lembrados pela bandeira ecológica que defendem. No palco principal, o discurso de Al Gore incentivava os campuseiros a defenderem a internet livre e de como ela pode ser útil para a democracia.

Já Marina Silva, no palco das mídias sociais veio mostrar os resultados de sua campanha alavancada pelas novas mídias, lembrando que o ambiente da internet é de debate.

Batismo digital

Marina fez questão de confessar que não é da geração tecnológica, mas provou de seu potencial na última eleição. Seu batismo digital foi feito na Campus Party Brasil 2010, onde mergulhou no ambiente virtual e aprendeu a utilizar algumas redes.

Para sua campanha eleitoral, a equipe de Marina Silva utilizou Orkut, Twitter, Facebook, Youtube e Flickr. Presença na internet que garantiu a Marina quase 20 milhões de votos, improváveis se comparado ao inicio das ações.

“Uma campanha sem estrutura financeira comparada às outras conseguiu quase 20 mil votos graças à internet”. Marina Silva.

Mesmo não sendo eleita, o discurso de Marina não é de derrota. O empenho dela foi para o diálogo com quem estava na rede para a construção de seu programa de governo e dando ouvido à novas vozes. “O exercício do diálogo é possível”, é a fala de Marina, lembrando que temos um novo ambiente em que os políticos não estão em palanques e não podem monopolizar o microfone.

Exercício de democracia

Completando os debates politicamente tecnológicos, na próxima quinta-feira (20/01), os líderes das campanhas na internet dos três principais candidatos a presidente nas últimas eleições estarão na Campus Party. Caio Túlio Costa (Marina), Marcelo Branco (Dilma) e Soninha (Serra) estarão expondo observações e resultados na área de Mídias Sociais. O encontro é às 17h15.

Raphael Bispo

Transmídia: conectar pessoas pela emoção

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Não só de televisão vivem os espectadores de hoje em dia. O assunto agora é a convergência de mídias, principalmente pela internet. E esse foi o tema abordado na palestra que ocorreu na área das mídias sociais do Campus Party Brasil 2011, “ Do Campus para a tela”. Para conversarem com o público a respeito dessas novas experiências estavam Luis Erlanger, diretor da Central Globo de Comunicação, Giuliano Chiaradia, diretor e autor de programas na emissora e Ingrid Zavarezzi, roteirista e produtora.

O primeiro a falar foi Luis, que abordou a criação das redes (familiar, acadêmica, religiosa, etc.) como característica mais importante para a sobrevivência do ser humano como espécie. E a televisão é a rede das redes, pois absorve todas elas e converge para diversos públicos. No Brasil, a Rede Globo é uma das maiores provedoras de informação.

Como exemplo dessa convergência enorme que acontece hoje em dia, Luis citou a minissérie “Capitu”. Em 2008, ano do centenário de Machado de Assis, foi feita uma pesquisa entre os jovens sobre o autor e muitos disseram que gostariam de ler suas obras, porém, não liam por pressão das escolas ou faculdades. Então, para resolver esse problema e melhorar a relação dos possíveis leitores e Machado, “Capitu” se transformou numa rede social através dos “Mil Casmurros”. Essa ação, que foi gerada na web, consistia na gravação de trechos do livro pelos internautas, que eram postados e visualizados no site da ação tornando a literatura machadiana mais interessante e a minissérie em um sucesso de audiência!

Continuando no assunto convergência, Giuliano Chiaradia comentou sobre a transmídia, que é a ação de conectar as pessoas pelas emoções. E para demonstrar as ferramentas usadas por esse novo conceito, o palestrante citou algumas ações feitas pela internet para promover programas da Globo, como “Geral.com” , “Malhação ID” e “Tal pai, Tal Filho”, especial de fim de ano com o Fábio Junior e o Fiuk. Perfis criados no Twitter para os personagens, comunidades no Orkut, conteúdos extras e exclusivos oferecidos nos sites são a maneira de agir da transmídia. É como se os programas ficassem 24 horas por dia no ar e não só nos dias de transmissão.

A cada dia que passa, novas mídias são criadas e, mesmo assim, elas se integram e não desaparecem umas com as outras!

Tainá Goulart

Midias Sociais, elas vieram para ficar

quinta-feira, 29 de julho de 2010

A área de Social Media se tornou uma das mais visitadas da Campus Party Valência. As redes sociais despertam o interesse dos campuseros que enchem todos os dias “a pinkzone”, como chamam o local onde ocorrem os debates sobre o tema.

Por lá têm passado palestrantes muito interessantes, como Javier Reyes, especialista em Facebook, Gérson Beltran, que ensinou segredos sobre a autolocalização geográfica, e Javier Buron com suas dicas sobre como tirar o máximo proveito dos aplicativos para Twitter.

Veja a galeria de fotos da Campus Party Valência

Para acompanhar a Campus Party Valência ao vivo, acesse o site da Campus TV

No encontro sobre TV interativa, profissionais da mídia discutiram o futuro e os desafios enfrentados por estes meios frente ao poder cada vez maior dos usuários, enquanto, em outra atividade, o famoso SEO (especialista em otimização para mecanismos de busca) Ismael El Qudsi (foto abaixo) fez um alerta sobre os perigos da má gestão de uma reputação online. A apresentação de Ismael, por sinal, foi uma das mais discutidas e, também, uma das mais esperadas até então.

E ainda há muito mais por vir. Times de futebol e Twitter, redes sociais e música, entre outros, ainda serão temas a serem colocados nas rodas de discussão do evento. As mídias sociais, definitivamente, deixaram de ser o futuro. São, agora, o presente, e a Campus Party Valência vem comprovando esta tese.