Arquivo da Categoria ‘Informação Geral’

Dave Haynes conta um pouco da história da Sound Cloud no palco principal da CPBR

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A plataforma de áudio Sound Cloud é sucesso generalizado entre amantes da música, internet e redes sociais. Seu vice-presidente de desenvolvimento e negócios Dave Haynes explicou essa experiência bem sucedida através de números: já são 11 milhões de usuários, 10 mil apps que usam a plataforma sendo desenvolvidos e 5 milhões de apps baixados. Mesmo celebridades, como a cantora Rihanna, usam a plataforma para convocar fãs para shows.

Durante cerca de uma hora, Haynes falou sobre as razões desse sucesso. Segundo ele, a web estava sentindo falta de uma plataforma para áudio. Vídeo e fotografia estavam representados pelo Youtube e Flickr, mas ainda não havia uma rede social para compartilhar músicas e registros sonoros em geral. A Sound Cloud surgiu para tornar o áudio um objeto social, possibilitando o compartilhamento de momentos especiais.

Haynes também falou sobre a plataforma não somente como uma ferramenta de transmissão, mas também de construção de comunidades. Ele relatou o caso de um grupo de pessoas que, cada um de um lugar, gravou um instrumento e então juntaram todos os trechos, formando uma música.

Outra novidade bacana é o Story Wheel, um aplicativo para web da Sound Cloud, que é compatível com o Instagram e torna possível construir narrativas incorporando fotos a aúdio.

Gostou da ideia? Pois a Sound Cloud está contratando pessoas interessadas em fazer parte da equipe - inclusive acabou de contratar seu primeiro integrante brasileiro! Interessou?

A web como ferramenta democrática

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A web ultrapassou a fase de um gigantesco acervo de documentos. Ela é hoje um conjunto de serviços e dados referenciados, reutilizados e remixados em diversas aplicações para os mais diversos fins. O acesso a dados abertos possibilita a interação dos cidadãos na comunidade, e destes com seus governos. Garantir o livre desenvolvimento de aplicações na web com base em dados abertos é, hoje, um dos pilares de uma sociedade democrática.

Esse assunto foi tema da mesa “Web a serviço da democracia” composta por José Pólice Neto, Presidente da Câmara Municipal de São Paulo; Mário Vinicius Claussen Spinelli, Secretário de Prevenção da Corrupção e Informações Estratégicas; Vinícius Wu, Coordenador geral do Gabinete Digital do Governo do Rio Grande do Sul; Luis Galarreta, Presidente da Comissão de Economia do Congresso do Peru e Robson Leite, Deputado Estadual do Rio de Janeiro. A mediação ficou por conta de Vagner Diniz, Gerente do W3C Escritório Brasil e um dos curadores da área de Cmpus Fórum.

A importância da prestação de contas do Estado, para que o cidadão tenha acesso à prestação de contas publicada na web, foi salientada por José Pólice. “Em São Paulo foi lançado o projeto “Você no Parlamento”, onde 35 mil pessoas participaram, apresentando suas propostas, como se fossem vereadores”, conta Pólice. Para ele, esta é uma maneira de construir uma base de informação distribuida nos 96 distritos de SP. No entanto, ele afirma que a oferta e transparência da informação não é a única forma de democracia na web. “Também é preciso incorporar o conhecimento, para que essa democracia seja plena”, destaca.

Já Vinicius Wu destaca que os protestos que aconteceram no mundo inteiro são reflexo da dificuldade de exercer a democracia. Nos já dispomos dos meios para tornar o Estado mais democrático, o que possibilita a promoção da democracia. “As tecnologias são decisivas para a renovação da utopia democrática”, reforça. Wu também referenciou o site Gabinete Digital. “A iniciativa, proposta pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, é um portal que tem sete meses e possui ferramentas para a divulgação de dados”.

O combate a corrupção é a grande preocupação de Mário Vinicius Claussen Spinelli. “A lei tem um impacto importantíssimo quando deixa claro que o dono da informação é a cidadão. Quando a lei não diz que a informação é sigilosa, ela deve estar disponível ao cidadão”. O debatedor também destacou a existência de um portal em São Paulo, onde todos os gastos são descritos. “Se o governo compra uma caneta hoje, amanha essa informação estará disponível a todos. Isso portque temos a convicção que a web pode ser decisiva no combate a corrupcao e o cidadão deve ficar atento”.

Por fim, Robson Leite repudiou a censura. Para ele, todos temos direito de ter opiniões e manifestá-las sem censura. “Isso deve ser independente de fronteiras”. O político também lembrou o projeto AI5 digital, que está em Brasília e, se for aprovado, colocaria em risco todas as ideias levantadas pelo restante da mesa. “Não podemos transformar o direito autoral em uma censura”, afirma.

O creative commons também foi citado comoéuma oportunidade ímpar na democracia, com relação ao compartilhamento de informação, além das redes sociais, que, segundo ele, “são ferramentas para contrapor o monopólio de informação da grande midia”.

Ainda, Leite destaca a participação popular como protagonista na gestão pública e essa participação deve pautar o debate do direito autoral. “O ativismo digital é muito poderoso, basta lembrar do recente movimento Blackout, que fez com que o governo recuasse com SOPA e PIPA”. Ele diferencia conceitos ao dizer que regular não é censurar, pelo contrario. “Regular é impedir que a censura seja imposta por quem detém o grande capital”, esclarece. Entre esses grandes mecanismos citados, os blogs foram destaque como ferramenta para o fortalecimento da grande democracia, pautando a opinião pela sociedade e não por grandes grupos econômicos.

O tema da transparência de dados na web tem sido bastante debatido na Campus Party Brasil. No Palco de Software Livre, a mesa “Mesa: Cyberativismo político: separando o joio do trigo”, também foi destaque.

Crowdfunding virou “cow-funding” na Campus Party Brasil 2012

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O debate ““Cow-funding”, a vaquinha reload”, sobre Crowdfunding, marcado para o Palco Polivalente, foi uma das atrações de ontem na Campus Party Brasil 2012. A proposta de iniciativas deste tipo visam financiar um projeto através de doações – geralmente feitas pela internet – que podem, ou não, ser anônimas.

“Ajudei uma empresa que financia a participação de uma ONG em um curso de seis semanas nos Estados Unidos, o curso era baseado em oficinas com profissionais de alta qualidade. Ajudei porque acredito neles, e, além de ajudar, consegui doadores”. Marcio Vasconcelos, 38 anos, de Curitiba (PR)

O crowdfunding se apoia na idéia de viabilizar um determinado produto ou produção através de pequenas quantias, o que mostraria o apoio das pessoas sobre determinado projeto.

“Ajudei uma empresa que fabrica máquinas que reconhecem cores de cédulas para deficientes visuais, ajudei com o valor de uma máquina que foi enviada a um deficiente”. Carolina de Andrade, 31 anos, de Florianopolis (SC)

Um dos palestrantes, Pedro Markun, velho conhecido da Campus Party Brasil e  membro do “Transparência Hacker”, explicou que, sob esta proposta, o grupo de hackers conseguiu ajuda para comprar e modelar o Ônibus Hacker.

Doações foram pedidas através do site Catarse.me e, desta forma, foi possível ultrapassar a meta de R$ 40 mil. No fim, o valor nalcançado foi de R$ 58 mil.

“Se você tem uma idéia ruim sozinha, ela não acontece, mas se 5.000 tem essa mesma idéia ruim que você tem, ela pode acontecer!”, Pedro Markun.

Antes de encerrar sua fala, Markun ressaltou outro fato importante ressaltado durante a palestra foi o de que temos que t: é preciso ter cuidado para não abusar, pois nem todos os processos deve passar por este processo.

Carlinhos Novack

Voluntário

Arte, mobilidade e interatividade: os criativos da #cpbr5 exploram novas mídias

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A arte ganhou as ruas e as telas de celulares. Já não existem limites para a interatividade com a obra, o artista ou o contexto. Mesmo fora de museus e galerias, é possível ter uma experiência próxima, interativa e completa. Uma mesa com três cases de projetos que envolvem geolocalização, APPs, gamificação e muita interatividade mostraram os novos caminhos para disseminar arte. E, bem no estilo Campus Party, todos eles utilizam a tecnologia a seu favor.

A mesa “Arte, mobilidade e interatividade”, aconteceu ontem e foi montada com um time de criativos atentos às novas plataformas. São eles: Samantha Carvalho, jornalista, diretora da Queen Mob; Thiago Pinto, produtor musical e engenheiro de som;  Mariana de Luca, pesquisadora de tendências de comportamento e consumo e Raphael Franzini , criativo da agência Loducca. A mediação ficou por conta do engenheiro e pesquisador de novas mídias, Fernando Krum.

O que rolou nesse bate papo? A certeza de que arte e tecnologia podem andar juntas, sim! O resultado surpreende pelo frescor das novas ideias e mostra que obras de arte não precisam estar entre quatro paredes para conquistar admiradores.

Conheça as ideias bacanas dessa turma:

Follow the queen

Follow the Queen é a primeira exposição de arte do mundo feita para iPhone. A ideia se tornou case premiado em Los Angeles pelo Mobile Marketing Awards em 2010. Samantha Carvalho quis propor um novo espaço, no qual a arte é feita sobre uma tela de luz - no caso, o iPhone. Mas, além disso a exposição também acontece em galerias.

“Convidamos dez artistas que deveriam esconder o desenho da rainha escondido em cada tela. Quem baixa deve achar o desenho, bem no estilo ‘Onde está Wally?’”, explica Samantha.

As telas criadas pelos dispositivos móveis foram avaliadas e disponibilizadas na web. Na rua, a iniciativa ganhou uma pegada colaborativa,  com oficinas de arte e intercâmbio de telas concretas em espaços culturais espalhados pelo Brasil. No final da ação, cada envolvido recebia uma tela inédita feita por outra participante. O resultado? 30mil downloads na Apple Store e 400 telas que retornaram na edição de 2011 e uma ótima expectativa para este ano.

WALL.K

O WALL.K ainda é um projeto no Catarse, mas que tem tudo para se materializar. Idealizado por Mariana de Luca e Thiago Pinto o trabalho é super baseado em curadoria. “Olhamos para a arte de rua em São Paulo e acharam que é legal que ela esteja na galeria, mas também é bacana que continue nas ruas, para que todos possam ver”, disse Mariana.

Eles resolveram trazer o áudio guia - ferramenta comum em museus - direto para as ruas. A ideia é apresentar arte de rua pelo iPhone e também um site com rotas, que leva a uma caminhada exploratória pelas ruas de São Paulo, disseminando e apresentando a arte de rua. Eles pretendem que esse audioguia seja feito por um locutor envolvido com hip-hop e arte de rua.

Além disso, a dupla também pretende chamar artistas para contar algumas histórias que serão disseminadas através dessa ferramenta. “O que nos motivou foi buscar uma experiência real através de uma ferramenta de tecnologia”, explica Thiago.

Street Art View

Por fim, Rafael Franzini apresentou o site Street Art View, o único brasileiro vencedor na categoria cyber em Cannes 2011. O projeto é uma ação publicitária da Red Bull, baseada em um aplicativo onde o curador - que pode ser qualquer pessoa - marca as obras de arte que encontra pelas ruas no Google Street View.

E, para indicar artes por aí, a pessoa sequer precisa saber o nome da obra ou do artista. Afinal, se alguém que ver a marcação souber, também poderá marcá-la. Ou seja, o trabalho é totalmente baseado em colaboração.

Será que hoje ~uma ideia na cabeça e uma câmera na mão~, seria ~uma ideia na cabeça e um iPhone na mão~?

Na Campus Party, a Editora Évora vai sortear um ano de livros grátis!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Você sabia que a Editora Évora está com uma super promoção na Campus Party? Vá até o estande (que fica pertinho do Telecentro) e aproveite para conhecer todo catálogo, que inclui livros de ficção, negócios, tecnologia e mídias sociais.

Na compra de um ou mais exemplares você preenche um cupom para concorrer a um ano de livros grátis! Serão sorteados três sortudos que ganharão todos os livros que a Editora Évora (incluindo o selo Generale) lançar no ano de 2012. Cada vencedor ganhará um exemplar de cada lançamento, no decorrer do ano.

Vale lembrar também que campuseiro tem 15% de desconto em todo o catálogo da editora. Faça uma visita, seja bem atendido e não perca a chance de participar da promoção!

Ônibus espaciais da NASA: astronauta brasileiro fala sobre o fim dos voos

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Muitos de fora pensam que a Campus Party se trata, somente, de internet e mais nada. Porém, com a visita do primeiro astronauta brasileiro, o bauruense Marcos Pontes, as visões sobre o evento se ampliam. No estande de Astronomia da Campus, Marcos palestrou sobre o encerramento dos voos com os ônibus espaciais da NASA, que é um dos assuntos mais comentados, atualmente.

Com um começo bem caloroso, o astronauta comentou sobre a época em que sonhava voar com um dos veículos espaciais da agência americana e que sempre acompanhava os lançamentos pela televisão. Sonho de criança que se tornou realidade, no entanto, com uma aeronave russa.

Abordando as características gerais da aeronave, como por exemplo, descrição de equipamentos e suas funções, Marcos começou a palestra de um jeito em que todos os expectadores, mesmo aqueles que não são experts no assunto, pudessem entender. Depois, mostrou vídeos dos voos da Challenger (1986) e da Columbia (2003) ambos trágicos e que causaram a morte de ambas às tripulações.

E é a partir desse ponto trágico é que o astronauta começa a explicar um dos motivos principais para o encerramento das atividades. A tecnologia aeroespacial é muito arriscada, trabalhosa e por isso necessita de muitos investimentos e muita paciência. Então, podemos entender o porquê da decisão do congresso americano: altos custos e incertezas.

Só para ter uma ideia, o custo de uma decolagem gira em torno de 200 milhões de dólares, sem contar os outros gastos. Por isso, em 2005, o Congresso Americano decidiu encerrar as atividades com o ônibus até 2010. Pressões políticas reacenderam a chama do voo espacial, porém, sem sucesso.

A crise econômica de 2008 acelerou a paralização e o crescimento do desemprego nos Estados Unidos aumentou a presença das empresas privadas no setor, com o intuito de amenizar a situação conflitante. Sem contar a dependência tecnológica de outros países, principalmente da Rússia, que só piora a ausência do chamado “retorno tecnológico” para os americanos.

Para terminar, Marcos comentou um pouco sobre o programa aeroespacial brasileiro, dizendo que está feliz com a melhora nos incentivos tanto tecnológicos, quanto educacionais e que espera ver, cada vez mais, o progresso do Brasil no assunto espacial. O astronauta deixou uma mensagem para os expectadores, dizendo que o futuro de cada um é uma página em branca. Por isso, é preciso persistir na sua construção.

Tainá Goulart

Voluntária

Sugata Mitra fala sobre aprendizagem, tecnologia e ressalta a importância dos games

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

“Estudantes vêem a educação dividindo conteúdos entre interessantes e não interessantes, relevantes e irrelevantes, dividindo-os em compartimentos separados”, esse é um dos grandes problemas educacionais que deve ser contornado, segundo Sugata Mitra, cuja palestra aconteceu esta tarde no Palco Principal.

O palestrante fez previsões polêmicas como: “Se tiver que projetar os próximos cinco anos, eu diria que o celular vai desaparecer”. Mitra acredita que a tecnologia do celular poderá ser transferida para o cérebro humano, causando uma mudança em como a tecnologia é consumida, além de modificar também o ambiente educacional.

O pesquisador também ressalta a importância dos jogos para a mente humana. Nesse sentido, ele é polêmico ao dizer que um jogo como Angry Birds ensina mais do que um jogo didático. Para ele o jogo se equivale a uma aula de gerenciamento de recursos e pode ensinar tanto quanto um MBA.

É, pelo visto passar horas se entretendo com games não é tão ruim como muitos ainda imaginam. ;)

Livro na Web em debate neste momento

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Está ocorrendo agora, no Campus Fórum, o debate A Leitura e o Livro na Web.  A internet como ferramenta de comunicação e compartilhamento de conhecimentos são alguns dos temas que estão sendo abordados por Fausto Martin De Sanctis, Gisele Beigelman, Galeno Amorim, André Araújo e mediação de Carlos Cecconi. Se você já se perguntou como autografar um e-book, você não pode perder essa!

Intel Extreme Masters bombando na Campus

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Um dos lugares mais disputados da Zona Expo, na #cpbr5, é a arquibancada do Intel Extreme Masters, campeonato de games que reúne os melhores jogadores do mundo, vem ao Brasil pela primeira vez em 2012.

A competição está acontecendo durante toda a Campus Party. Os gamers, que foram classificados em seletivas anteriores da competição, irão disputar a premiação de US$ 21.000,00 em dinheiro e duas vagas para a final mundial do Intel Extreme Masters, para o jogo de estratégia em tempo real StarCraft II.

Os brasileiros classificados, Renan “Tunico” Gilhelm da Silva, 19 anos, de Jundiaí, e Aderson “Potiguar” Jamier Santos Reis, 27 anos, de Natal, disputarão com quatro norteamericanos, quatro europeus, três coreanos, dois sulamericano e um chinês, considerados os melhores jogadores do mundo de StarCraft II.

O campeonato de StarCraft 2 será disputado por 16 dos melhores jogadores do mundo. O campeonato será estruturado em quatro chaves de quatro jogadores cada. Os oito melhores classificados (dois por chave) irão para as quartas de final, que será definida em apenas uma rodada. O campeonato segue nesse formato até a grande final, com a semifinal e a final definidas em apenas uma rodada.

É emoção garantida até o final, e você pode fazer parte disso! Visite o Intel Extreme Masters na nossa Zona de Expo que funcionará de hoje até sábado (11/02) sempre das 10h às 21h!

Demi Getschko fala sobre IPv6

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Durante a #cpbr5, milhares de campuseiros estarão conectados em uma mesma rede mega veloz que contará com IPV6 nativo. Mas, considerando estas condições, será que existe outro lugar melhor para testar a tecnologia IPv6 se não durante o maior acontecimento tecnológico do mundo? Claro que não!
Por isso, em parceria com o Comitê Gestor da Internet no Brasil, seremos a sede oficial da Semana IPv6, oferecendo dias inteirinhos de dedicação a esta nova e importantíssima tecnologia. A Semana conta com a participação de portais Web, provedores de conteúdo, provedores de acesso e serviços Internet e usuários finais.

Na manhã de hoje, conversamos com Demi Getschko, Conselheiro do CGI.br (Comitê Gestor da Internet noBrasil) desde 1995 e Diretor-Presidente do NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação) desde 2006, sobre a Semana IPv6, que acontece na #cpbr5.

Confira:

O que é o IPv6:

Demi Getschenko: Nós teremos uma troca de celulares em São Paulo porque os oito números não cabem mais nos celulares. Da mesma forma, o IPv4 não cabe mais nas novas máquinas que estão chegando. Haverá uma adição de númeração muito mais ampla, que é o IPv6, em relação à numeração que já está esgotada.

Qual a importância de termos uma semana de discussão sobre o IPv6 dentro da Campus Party?

Demi: O IPv6 traz algumas variações em relação ao IPv4. Primeiro, eles não são compatíveis, trata-se de protocolos diferentes. Então, se você entrar na rede agora, ganhará o IPv6, pois será um novo usuário e não existe mais IPv4 disponível. É importante que todos que todos que têm serviços na rede (seus provedores, o Imposto de Renda, sites do governo… o que for) estejam preparados para atender a demanda de usuários que chegam com o IPv6. A ideia dessa semana é comunicar a essas pessoas que de fato o IPv4 acabou e que temos que atender tanto o velho IPv4 quanto o novo IPv6 e que os novos usuários não vão querer encontrar uma rede pela metade, onde só alguns protocolos funcionam. Quem está na rede e presta serviços tem que ficar atento a adicionar o IPv6 a sua rede de serviços.

De um ano para cá muito tem se falado sobre o IPv6. O que mudou desde seu início?

Demi: O IPv6 foi desenvolvido há 10 anos. Em 2011 tivemos o dia do IPv6, esse ano temos a semana do IPv6. Está ficando claro que temos que nos mexer, estamos saindo da zona de conforto para a implantação desse novo protocolo.