Arquivo de fevereiro de 2012

Próxima parada…Recife?

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Se você é um campuseiro ligado, deve estar de olhos nas informações divulgadas por Paco Ragageles, co-fundador da Campus Party, sobre a possibilidade de Recife sediar uma edição do maior acontecimento tecnológico do mundo ainda em 2012, não é?

Mas caso isto seja uma grande novidade para você, corra lá para o Tumblr do Paco (ou siga @pacoragageles) e confira as últimas sobre este tema. Já tem até avatar no Twitter pra apoiar. :)

E aí, pessoal de Pernambuco? O que vocês acham?

O campuseiro certificado é um campuseiro completo!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A quinta edição da Campus Party Brasil acabou há pouco menos de uma semana, mas as lembranças daqueles dias repletos de troca de conhecimento seguem bastante vivos em nossas mentes.

Mas para dar uma sobrevida ainda maior a toda a mágia do maior acontecimento tecnológico do mundo, nada melhor do que ter o seu certificado de participação e levar para toda a vida o orgulho de ser um campuseiro!

Se você esteve na Arena montada no Anhembi, acesse sua ficha de usuário agora mesmo e clique na opção “Certificado de Participação e obtenha o seu! :D

Paco Ragageles participa de Nerdcast especial

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O pessoal do Joven Nerd lançou no último sábado uma edição especialíssima do Nerdcast onde batem um papo com Paco Ragageles, o co-fundador da Campus Party. Clica aí no banner para escutar!

Ainda durante a Campus Party Brasil: por uma web mais feminina

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Quando se pensa em internet, existe certa predominância masculina na maioria dos quesitos, principalmente na fabricação e invenção de novas tecnologias. Antigamente, o papel da mulher no mundo virtual não era muito significativo, porém, ao passar dos anos, isso mudou. Antenada nesse assunto, a #CPBR5 convidou seis nomes importantes do universo feminino para debater e comentar sobre essa questão: Julia Petit (veja entrevista com ela aqui), Nina Lemos, Giovana Penatti, Lola Aronovich, Daniela Dantas, com mediação de Fernanda Pineda.

Julia é blogueira, apresentadora do programa “Base Aliada” no canal GNT e produtora musical. Nina é jornalista e escreve para a revista “TPM”. Daniela Dantas escreve no blog “Meninas e Garotas”. Lola é professora na Universidade Federal do Ceará e blogueira no “Escreva Lola Escreva”. Giovana é editora do “YouPIX” e escritora do blog “Garotas Geeks”. Fernanda é atriz, produtora e blogueira do “Fake-Doll”.

Para as convidadas, o mito do “Clube da Luluzinha” ainda é muito recorrente entre as mulheres. “Mulher gosta de conversar entre si, não só pelos assuntos parecidos, mas por que mulher entende esse universo.”, diz Julia. Lola acredita que o que ocorre é o contrário. Há mais “Clube do Bolinha” do que o da “Luluzinha” e são eles quem tem mais preconceito. A professora comenta que a maioria das piadas é proveniente dos homens e que enxerga esse tipo de atitude como infantil.

O público mais jovem, representado pela blogueira Daniela, diz que os meninos são público participante nas enquetes do blog, que é predominantemente feminino. Pensando na área de conteúdo, Julia acredita na natureza feminina de falar muito e, com assuntos direcionados, a facilidade da compreensão também aumenta. Para provar isso, Julia revela gostar de conteúdos masculinos, mais até do que os femininos.

Democratizar o uso da internet é abrir espaço para o compartilhamento tanto da produção, quanto do consumo de informação, por parte dos usuários e é esse tipo de atitude que todas as convidadas  aprovam e incentivam. O único problema, cita Lola, é o aumento dos insultos ou as famosas “trollagens”. Fernanda pergunta se se importar com os comentários ruins é necessário e a professora diz que a melhor maneira de sobreviver à internet é ignorar e não dar atenção a esse tipo de coisa.

Continuando o assunto de trollagens, Nina comenta que os gamers adoram trollar a mulher. “Na web você vê cada tipo de comentário. Se há algo de errado, a figura feminina é chamada de mal-amada, feia, invejosa e por aí vai.” Todas acreditam que esse tipo de atitude provém da sociedade machista em que vivemos, mas também, de muita mulher, ao contrário do que muitos pensam.

“Trollar é inerente a internet” diz Julia. Para ela, as pessoas que fazem comentários jocosos na web são a antiga “turma do fundão” da escola. No entanto, esse tipo de piada muitas vezes não vem de graça, devido a uma superexposição do usuário. Giovana acredita que não há esse tipo de exposição, pois existe a liberdade de expressão, então, cada um sabe o que faz. Julia concorda e acrescenta que saber o limite  do que se faz, se posta na internet se faz necessário. Lola afirma que se uma pessoa posta alguma coisa, ela tem que arcar com as consequências de tudo. Nina discorda, em partes, do quesito superexposição, pois, para ela, ninguém é 100% o que compartilha. “Nós selecionamos as fotos, pensamos duas vezes antes de colocarmos um comentário no Facebook.”, comenta a jornalista.

As convidadas acreditam na ampliação do público, algo que acontece ao longo dos anos. Com o boom de blogs e com o aumento do acesso à internet, a mulher passou a procurar mais informações do seu interesse na web. Contudo, essa avalanche de conteúdo piorou a questão consumismo nas pessoas. Antigamente, você consumia pouco pois sabia-se pouco. Hoje, a pressão, implícita, feita pelas mídias sociais é tão grande que as pessoas acabam comprando peças que possuem aos montes, sem necessidade alguma. “A falta de filtro nas informações é um dos grandes culpados dessa massificação do desejo de compra.”, comenta Giovana.

Na parte final do bate-papo,  as convidadas se mostraram contentes com o avanço feminino na área tecnológica e receosas com a falta de conhecimento, por parte das mulheres, das ferramentas que são utilizadas para o trabalho. E é por isso que a Campus Party sempre tenta reunir diversos segmentos, como robótica e artes digitais, por exemplo, para que, durante uma semana, o participante possa ter contato com essas áreas e abrir a mente para novos conteúdos.

Tainá Goulart

Voluntária

Ainda na Campus Party Brasil: quem, diabos, disse que garotas não sabem jogar?

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Desde crianças elas trocaram as bonecas e as casinhas por joystick e a brincadeira preferida não era chá da tarde e sim o videogame nosso de cada dia. As Girls of War se encontraram na Campus Party para contar a história do blog e para mostrar que o videogame não tem gênero.

O papo descontraído contou com a presença das cinco colaboradoras do blog, Carla Rodrigues, Bruna Torres, Clarice dos Santos, Viviane Wernerck e Rebeca Gliosci, que mostraram que a proposta é fazer um blog a partir do olhar de mulheres, porém não necessariamente, levantando uma bandeira feminista. “Nos não ligamos para o sexismo nos games, escrevemos de gamers para gamers, independente do sexo.” disse Rebeca Cliosci, a última integrante a compor a equipe.

As garotas gamers fazem questão deixar claro que produzem conteúdo apenas para compartilhar a paixão com outras pessoas que também amam o universo dos games e não se importam com a distinção dos gêneros. “Muitas vezes jogo online com garotos e quando eles ouvem a minha voz e percebe que sou mulher tentam me proteger e até entram na minha frente para morrer por mim.” brinca Bruna Torres, a jornalista gamer de Brasília/DF.

As garotas também mostraram que, além de serem especialistas em entretenimento digital, quando o assunto é blog o desempenho também é excepcional, pois o blog é um dos mais visitados na área de game. E deixaram algumas dicas para quem quer fazer um blog dar certo:

. Criar um estilo próprio de escrever.

. Ter um conteúdo relevante.

. Investir em recursos de multimídia, como foto, gráficos e vídeos.

. Investir em entrevistas com pessoas da indústria e especialistas.

. Responder os trolls com educação.

. Não ter medo em se expressar e publicar a sua opinião.

. Comentar em outros blogs.

. Estar presente nas mídias sociais e interagir com os leitores.

Anderson Meneses

Voluntário

Julia Petit fala sobre blogs, internet, publicidade… e Campus Party!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Bastante conhecida no mundo na moda, Júlia Petit é a grande responsável pelo sucesso do site Petiscos. A ruiva esteve na #cpbr5 para uma conversa sobre blogs femininos, junto com outras blogueiras que também falam para esse universo. Conversamos com ela sobre internet, publicidade e conteúdo. Fã declarada da Campus Party, ela indica uma passadinha no evento para todo mundo que trabalha com internet. Quer saber o que mais ela pensa? Confere só:

A #cpbr5 foi sua primeira vez na Campus?

Júlia Petit: Não, também vim ano passado para conhecer e assistir a palestra do Steve Wosniak. Esse ano eu vim fazer a mesa redonda com as meninas da internet e assistir o Michio Kaku, que eu amo.

O que achou da palestra do “físico do impossível”?

Júlia: Achei um pouco comercial, talvez. Ele não falou muitas coisas que a gente já não tinha ouvido ele falar. Mas eu o adoro e amo física. Bem nerd mesmo, do tipo roots (risos). Podia ter mais física na palestra, foi só disso que eu senti falta.

O que mais despertou seu interesse na #cpbr5?

Júlia: Estou gostando de ver que há muitos assuntos envolvendo democracia com internet, além de controle da informação. Foi falado do movimento que há na Espanha. Esse tipo de movimentação aqui na Campus Party me interessa bastante, pois tem super a ver com o que está acontecendo no mundo.

Já que você mantém um site sobre moda e é bastante ativa nas mídias sociais, qual seu interesse pelo tema aqui na Campus?

Júlia: As mídias sociais tem tudo a ver com a capacidade de você poder movimentar as pessoas e o quanto você consegue influenciar as pessoas a pensar um pouco mais além do que elas fazem. Eu acho que o que eu tenho pra fazer de moda tá feito, é simples, eu to fazendo. Mas a gente pode - inclusive em moda ou beleza - levar as pessoas a pensarem um pouco além e influenciarem seus próximos a fazerem um pouco mais nessas áreas e também no que diz respeito a comportamento de moda. A internet tem muita informação disponível e as pessoas precisam aprender a focar nessa informação e usar ela a seu favor, seja para qualquer coisa. E não ser vítima dessa informação.

Especificamente sobre os blogs de moda, como você acha que essa enxurrada de informação deve ser tratada?

Júlia: Essa é uma área em que é muito fácil você falar qual sapato é bonito, qual bolsa é bacana. Daqui a pouco você vai poder ter um script ou um bot que vai lhe dizer qual é a peça mais falada da internet e você não vai precisar nem mais escrever sobre aquilo. Eu acho que é hora de ir um pouco além disso. Tem gente que está trabalhando há muito tempo na área e tem gente que está chegando agora. A onda mais nova, ou seja, a maioria, ainda é um pouco superficial. Não acho isso errado! Acho importante que todo mundo tenha espaço para falar qualquer coisa, seja ela ótima ou inútil. Eu gosto do caos da internet, mas é legal que as pessoas se preparem para discernir o que é importante para elas e o que não é. Em outras palavras, quando essas pessoas estão sendo usadas pela informação e quando a informação está sendo útil para elas. Você tem que usar a informação, a informação não pode te usar! Estamos vendo muita gente reclamando da superficialidade dos blogs e o quanto as pessoas estão usando disfarçadamente o conteúdo de blogs para promover coisas de uma maneira escondida.

Você se refere aos posts pagos? O que você acha disso?

Júlia: Eu venho do mercado publicitário e sei o quanto ele é capaz de assediar para que os blogs passem a informação que eles querem. Mas é muito importante que as pessoas que escrevem na internet saibam que elas são a mídia e, por isso, mandam no conteúdo que será publicado. É maravilhoso que a gente tenha assédio do mercado publicitário, porque a gente precisa se sustentar. Eu, por exemplo, tenho vários funcionários e preciso de patrocínio para continuar com meu site. Mas, também é muito importante que antes de falar sim para o cliente você fale não. Antes que o cliente diga o que quer fazer, eu preciso dizer para ele o que eu posso fazer e se eu posso fazer. Se você pretende trabalhar por um bom tempo e ter credibilidade, você tem que respeitar seus leitores, seus clientes, e a você mesmo. Se você não se machuca, e não machuca os seus leitores, o seu cliente vai sair ileso. Sem respeito por seus leitores ou por você, esse mal também será feito para o cliente. Infelizmente, muitas vezes esse cliente tem uma visão curta. Ele quer o ‘agora’, mas daqui a 5 minutos, isso pode repercutir negativamente nas redes sociais.

Qual sua dica para quem pretende investir em blogs como fonte de renda?

Júlia: Não queira abraçar tudo! Entenda o que é bom para você e o  que é importante você mostrar para os seus leitores. Separe publicidade de conteúdo, claramente! Não misture as duas coisas, não tente enganar as pessoas. Post pago é um break comercial. Ele deve ser claramente descrito como “post publicitário”. Mas no post publicitário, é a voz do blog que deve falar, é assim no Petiscos. Se você não deixar muito claro que aquele é um conteúdo publicitário, você estará prejudicando seu leitor, seu cliente e a você mesmo, que acabará perdendo credibilidade. Quando um blog tiver mais publicidade do que conteúdo autoral, ele acaba perdendo importância.

Ao mesmo tempo, temos muitos blogs importantes que fazem exatamente isso…

Júlia: Então, é um tiro no pé! Se, para cada post autoral, existem cinco publicitários - ainda que o dono blog esteja tentando disfarçar -, aos poucos essa audiência vai sendo dilapidada. Isso vai refletir nos próprios anunciantes, que vão pensar ‘putz, mas esse blog não tem a mesma audiência de antes’. E o que é pior: existe uma discussão muito importante que deve ser feita com as agências e com as blogueiras, sobre o que é audiência e o que é influência.

Qual a diferença entre audiência e influência?

Júlia: Nos últimos dois meses vem se provando que pequenas audiências tem muito mais influência do que grandes audiências. Você tem uma audiência alta, mas o quanto você consegue mobilizar sua audiência? Por exemplo, se uma menina tem um milhão de seguidores no twitter e outra tem 2 mil, mas essa menina que tem menos consegue provoca seus leitores a ponto de promover ações que tenham resposta, de nada adiante ter um milhão de seguidores, se eles não forem ativos. Isso também vale para os blogs. Tudo tem a ver com a sua credibilidade e com o engajamento que ela provoca na audiência. Se você for apenas uma máquina de produzir conteúdo ‘jabazístico’, você não tem engajamento. Você pode ter leitoras que entram no site para olhar uma vitrine, mas isso não é engajamento!

Como o mercado publicitário atual entende o relacionamento das marcas com os blogs?

Júlia: Sou feliz de ter vindo do mercado publicitário e conversar isso com os anunciantes. Esse é um movimento lento. Até os anunciantes descobrirem a força dos blogs na internet, demorou. Agora eles devem entender se quem fala por eles tem influência suficiente pra falar por eles, e não só pendurar um anúncio num site. Outra coisa que eu vejo é a redundância de informação. Quantos blogs falando sobre o mesmo assunto você precisa? Sendo que todos eles estão falando para a mesma audiência. O cliente deve entender que, se você tem uma mídia que fala sobre o mesmo segmento, você não precisa ter 12 mídias que falem para esse mesmo segmento. Você estará falando com a mesma pessoa 50 vezes e essa pessoa já entendeu! Não hiperexponha o seu produto, porque as pessoas acabarão rejeitando esse produto.

O cliente deve interferir no texto do post com conteúdo publicitário?

Se o cliente quer colocar um texto dele no site, ele deve comprar um anúncio. Existem vários meios de publicidade clássica na internet cuja mensagem é feita pelo próprio redator da agência, como banners, splashs ou pop ups. Se ele me contrata para falar sobre o produto dele no site, ele quer que seja a minha voz que fale sobre o produto dele. Falta uma experiência de mídia e de publicidade para entender que isso é diferente de um post.

O que você acha do ‘boom’ em torno das mídias sociais?

Júlia: Esse é um mercado em evolução. Sempre estranho a denominação ‘Especialista em Social Media’. As pessoas dão curso disso… mas como assim? Meu amigo, o que você falou ontem, hoje não vale mais! Cada dia a gente aprende um pouco, mas é preciso prestar atenção nas pessoas. Preste atenção nos seus leitores, nos seus anunciantes e no seu mercado. Os ciclos de internet são muito rápidos e é importante se manter honesto. Se você entrega aquilo que promete; apresenta números reais; não mente audiência e dá voz aos leitores, você ganha respeito do cliente e consegue mantê-lo.

Se o blog não aceita comentários negativos, o cliente também perde. Um leitor que faz uma crítica ao produto na internet, essa é uma pesquisa importantíssima que você deve apresentar ao cliente, e não esconder, pois isso é muito útil para ele. Não seja maniqueísta quanto a audiência.

Qual sua dica para quem tem um blog de moda de sucesso e vida longa?

Júlia: Saia do conforto do seu mercado e comece a se relacionar com as pessoas da sua mídia. Sua mídia não é a moda! Então, comece a prestar atenção na sua ferramenta! Só assim você conseguirá permanecer no seu mercado e mostrar que tem engajamento com a cena da internet. Sinceramente, espero que mais pessoas saiam da sua zona de conforto. Alguns pensam ‘ah, a Campus Party é um lugar de nerd’. Não, é um lugar do que a gente - que escreve na internet - faz! Você vai na Fashion Week, mas faz o favor de passear na Campus Party também, porque isso vai ser muito mais importante para quem escreve na internet, do que ficar olhando roupa. Qualquer pessoa pode fazer olhar roupa. Mas entender o meio em que atua, exige um pouco mais de trabalho!

Conselho de quem entende! Tem blog? Então fique atento para não perder a próxima Campus Party Brasil. ;)

Vince Gerardis encerra a Campus Party

sábado, 11 de fevereiro de 2012

É, foi uma semana maravilhosa, mas infelizmente está acabando. A Campus Party teve o produtor da aclamada série Game of Thrones, Vince Gerardis, em seu palco principal, encerrando a quinta edição do acontecimento. O momento foi de alegria total para os campuseiros fãs da série da HBO, que despejaram perguntas sobre os episódios, o livro e a relação de Vince com o escritor George R. R. Martin.

A grande surpresa da noite deveria ser a presença online do escritor de Game of Thrones Georne R. R. Martin. Ele estava preparado para responder perguntas pela web, feitas por fãs através da #askGeorge, mas questões técnicas impediram que isso acontecesse. Vince Gerardis, então, se dispôs e responder questões sobre a série e sua relação com Martin.  Contou que teve trabalho para convencer o escritor a deixá-lo adaptar o livro para a TV, já que a princípio ele estava hesitante. Vince também elogiou muito Martin, contando que ele é um grande homem, muito íntegro e de caráter, e que realmente aprecia seu fãs.

Depois que Vince respondeu a diversas perguntas feitas pelos campuseiros, a HBO divulgou uma promoção que empolgou a plateia: distribuiu 50 livros para os fãs de Game of Thrones. O fã-clube da série também ficou bem satisfeito com a notícia de que a HBO já está negociando a vinda de George R. R. Martin para a próxima edição da Campus Party Brasil, no ano que vem. Você não vai querer ficar de fora, vai?

Case Modding da Campus Party Brasil: onde aquele gabinete da sua casa não tem vez

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Passear pelos corredores da arena da Campus Party é uma diversão a parte. Não só pela presença dos campuseiros ou pelos acontecimentos em si, mas também, pelos cases diferentes dos demais. Temas como Coringa, um dos vilões do quadrinho do Batman, “O Poderoso Chefão”, do diretor Francis Ford Coppola, ou até coisas mais simples, como uma cor diferente do cooler, são recorrentes no evento.

Nilson de Oliveira Cazorino, 19 anos, Case Modding é um hobby. O seu gabinete foi terminado 3 dias antes do evento e o campuseiro diz que deu muito trabalho. “Busquei peça por peça, desde de Janeiro”. A cor escolhida foi o verde. Até o cooler entrou na brincadeira. Para Nilson, a CP é  um evento muito interessante e que estimula os campuseiros a desenvolverem algo do tipo, como por exemplo, o Case Modding.

O  baiano Maciel Barreto, 35 anos, é campeão mundial de Case Modding. Veterano de CP, participando de 6 edições, sendo 5 no Brasil e 1 em El Salvador, Maciel conta que levou 3 meses para fabricar o case do Coringa. O gabinete é feito com fibra de vidro e tem as configurações mais avançadas  do momento. Sobre o tema, o campuseiro diz que queria fazer algo que tivesse relação com games e escolheu o Batman. “É como se eu estivesse ajudando o Coringa, meio que ele está vencendo ele. Isso não acontece nos quadrinhos, mas aqui sim!”. Maciel tem outros projetos que trouxe em edições passadas e diz que sempre tem que inovar a cada ano, pois se não,  não tem graça.

Com um tema mais simples, de visual “retrô”, o case do Fernando Souza de Castro, 19 anos, é todo trabalhado em madeira, algo pouco difundido entre os cases por causa da alta temperatura dentro do gabinete. Para Fernando, essa foi a maior dificuldade. Porém, para inovar, ele não usou a base convencional, mas sim construiu uma a partir de sua ideia. “ Quis fazer um cubo de madeira, para fugir do tradicional. No entanto, na hora de finalizar, eu acabei cortando o case e transformando o cubo em uma forma irregular, na transversal.”. De cores vermelhas, o campuseiro afirma que a máquina é imponente e passa uma certa agressividade para quem observa.

Omar Majzoub não poupou esforços para construir o seu case do “O Poderoso Chefão”. Após 9 meses de muito trabalho, o campuseiro está satisfeito com o resultado. “Eu procurei um tema que todos gostassem ou já tivessem ouvido falar. Ai pensei no filme e deu muito certo. As pessoas adoram!”. Para Omar, o mais difícil de fazer foi a parte do slave, que é quando os fios são encapados, um por um, para não aparecer no produto final. Trabalhoso, mas recompensador.

Júlio Dorth, que trabalha nos bastidores do evento, também é um amante de Case Modding. Esse ano, ele trouxe, como tema, o carrinho Mach Five, do desenho Speed Racer, todo trabalhado no branco e vermelho. “ A ideia, eu tirei da internet, pois precisava de algo que combinasse com o case que eu já tinha e que iria modificar.”. Júlio acha que o Case Modding poderia ser espalhado pela CP, pois, para ele, a maioria dos campuseiros são gamers e não se preocupam com a aparência do gabinete. E isso, é uma maneira de inovar e ainda manter a qualidade do hardware.

Maturidade empreendedora em um corpo adolescente

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Não existe idade para quem quer inovar. Basta ter uma ideia e a vontade de fazer acontecer. Para provar isso a Campus Party Brasil trouxe do Chile Sebastián Alegría Klocker, um jovem de 15 anos que montou um sistema caseiro que detecta terremotos com antecedências e pode ajudar as pessoas a se protegerem destes tipos de catástrofes.

Sebastián montou seu projeto com sensores que custam apenas US$ 50 e, ao detectar um tremor acima de cinco graus na escala Richter, tuita automaticamente um alerta no perfil @AlarmaSismos. A mensagem é postada no microblog, em média, um minuto antes de o tremor acontecer. “O tempo parece pouco, mas é suficiente e muito importante para que as pessoas possam se proteger buscando abrigo” diz.

O objetivo de Sebastián é concluir o projeto para torná-lo totalmente funcional e, assim, ajudar outras regiões do mundo. O adolescente pretende compartilhar o código fonte do projeto para que as pessoas colaborem. “Ao fornecer o código, poderei aprimorar o sistema”.

Da Campus Party Brasil, fica o desejo de que o trabalho deste pequeno empreendedor possa salvar muitas vidas em seu país.

Anderson Meneses

Voluntário

O futuro do cinema

sábado, 11 de fevereiro de 2012

A renovação tecnológica do cinema vai muito além das técnicas de filmagem e pós-produção. A ultra-definição e o futuro do entretenimento mais consumido no mundo foram o destaque da Palestra “2014K - Os novos horizontes do cinema” que aconteceu nesta tarde. Com 3D e mais 8 milhões de megapixels, o modelo 4k, k a revolucionária transmissão da Copa do Mundo de 2014 e os rumos do mercado cinematográfico, desde sua produção até a exibição nas novas salas de cinema.

Realizador cinematográfico desde 1999, Dimitre Lucho é diretor, editor e finalizador especializado em estereoscopia e efeitos especiais, e falou sobre suas pesquisas e sobre o Projeto 2014K. O formato 4K começou a ser usado em 2006 e desde então é uma tecnologia que vem se desenvolvendo. Como toda novidade, ainda existem alguns problemas em sua utilização. “Ainda nao é um formato comercial, a maioria dos filmes são realizados em 2k”, explica Dimitri.

Quanto ao cinema 3D, o cineasta acha um erro chamá-lo assim. “O cinema 3D na verdade não existe. A imagem não é tridimensional, atrás não tem nada”, explica. Há apenas dois layers 2D que se sobrepõem. “É uma ilusão do cérebro. Uma junção de duas informações que dá a ilusão de 3D”.

Antes de trabalhar com 4K, Dimitri trabalhava com película e full HD. “Em 2006, quando criamos o filme “Enquanto a noite não chega” haviam 12 cameras 4K no mundo”, a produção, aliás, é o único filme que criou neste formato.

Nem tudo são dificuldades no formato. Não é necessário, nem aconselhável, editar em 4K. “É possível editar em qualquer computador com a imagem reduzida em edl, depois vai para uma plataforma de finalização, essa sim, em 4K”.

Sobre as novidades, ele conta que a marca Canon esta prestes a lançar uma câmera neste formato em um preço razoável. Entre as existentes hoje, indica a Sony F65.