Expectativas de um campuseiro estrangeiro
Como todos sabem a Campus Party surgiu na Espanha há mais de uma década e meia. Aqui no Brasil, estamos na chegando na nossa 5a edição e, ao longo destes anos, fomos conquistando nosso espaço aos poucos e hoje, temos reconhecimento de gente de vários lugares. É o caso de Luís Angel Garcia Diaz, mexicano radicado na Espanha, que virá prestigiar a Campus Party Brasi pela primeira vez após vencer uma promoção especial dos 15 anos de Campus Party na edição de Valência deste ano.
Aproveitamos a deixa e entrevistamos este fanático campuseiro para saber quais são suas expectativas. Confira:
Qual é a sua ligação com a tecnologia?
Luís Angel Garcia Diaz: Sou um apaixonado por novas tecnologias. Nasci no México, onde vivi até os 18 anos, e, assim que vim morar na Espanha, a internet se tornou uma ferramenta importante para manter contato com minha família e com o que acontece no México. Além disso, gosto muito do Twitter (@elmonchis), Facebook e Blogger. Acho que a internet é um verdadeiro ponto de encontro para criar um futuro melhor e uma sociedade mais consciente e participativa dos problemas que a rodeiam. Se há uma tecnologia nova por aí, logo estarei colocando minhas mãos nela.
Em quantas Campus Party você esteve na Espanha?
Luís: Participei da décima edição, quando ganhei um concurso. E também fui na última edição da Campus Party Milenio em Granada. Ambas, a sua maneira, foram muito especiais para mim e as levo na memória.
Quais são as suas expectativas para a vinda ao Brasil?
Luís: Venho para ser surpreendido pelo Brasil, por sua gente, pela bela cidade de São Paulo e por sua cultura, que está em toda parte. Vi tantas coisas na internet, na televisão e em jornais, que é difícil descrever minha emoção. Espero encontrar - como dizem - a melhor Campus Party do planeta e desfrutar de uma edição única e maravilhosa.
Há algum motivo especial para vir ao Brasil? O que gostaria de conhecer nesta Campus Party?
Luís: Entendo que a Campus Party é um acontecimento incrível e merece ser vivido pelo menos uma vez na vida. E, se não chega a mudar sua vida, pelo menos lhe abre os olhos e lhe dá um pensamento autêntico e real sobre o mundo em que você vive. Quero conhecer o máximo de pessoas que eu puder, descobrir o que é o Barcamp e desfrutar dos empreendedores brasileiros sem deixar de acompanhar a palestra de Michio Kaku, que será grandiosa, com toda a certeza. Essa é uma edição surpreendente, com uma agenda lotada. Vou me preparar para não perder nada, mesmo não falando português.
Você acha que esta semana acampando na CPBR será uma experiência muito diferente da Espanha?
Luís: Bom, desde logo digo que sim. O camping, dizem os veteranos, é parte da Campus. Lá é onde também se conhece gente e se passa bons (ou maus) momentos. Quando estive em Valência não passei calor e em Granada até passei frio. Pelo que tenho lido, em São Paulo faz calor à noite. É assim? Imagino que esta edição será bem diferente das outras. E, mesmo tendo pensado muito nela, em minha mente só vêm duas perguntas: os campuseiros roncam muito? Há água quente nos chuveiros de madrugada? Bom, falta pouco para experimentar tudo isso.








