Carta True Tech

SP 16 de fevereiro de 2008.

A indústria eletrônica é o maior setor manufatereiro de crescimento mais alto no mundo e, devidos à altas taxas de obsolência dos produtos, o lixo eletrônico cresce em disparada. Os dispositivos tecnológicos são produzidos a partir de minérios e derivados de petróleo, substâncias inertes que não se decompõem.

Um simples microchip de 32 Megabits, requer no mínimo 72 gramas de produtos químicos, 700g de bases elementeares, 32.000g de água e 1.200g de combustíveis fósseis. O massa de resíduo gerada para a produção de um chip de 2g é 630 vezes maior que a do produto final.

A indústria de tecnologia da informação e comunicação (TIC), somente nos 8 países mais poluidores, é responsável por cerca de 2% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2), calcula o instituto Gartner, um percentual muito próximo ao da aviação. É também uma das que mais empregam recursos naturais no processo de fabricação — um PC comum consome pelo menos dez vezes o seu peso em combustíveis fósseis, 22 Kg em substâncias químicas e 1 500 litros de água, segundo a Universidade das Nações Unidas (UNU).

Um monitor típico de tubo de raio catódico (CRT) contém de 2 a 4 Kg de chumbo, bem como fósforo, bário e cromo extravalente. Outros ingredientes tóxicos incluem o cádmio, nos resistores e semicondutores do chip, berílio, nas placas-mãe e conectores, além de retardadores de chama a base de bromo, nas placas de circuito e capas plásticas. Plásticos incluindo o polivinil (PVC) representam até 6 kg do peso de um computador comum.

Menos de 10% dos computadores são efetivamente reciclados. A maioria dos computadores aguarda a decisão do seu descarte estocadas em algum lugar, ou são dispostas na natureza sem o descarte correto dos materiais tóxicos que contém. Muitas vezes os computadores são descartados não porque estejam quebrados, mas por se tornarem obsoletos, incompatíveis com softwares mais novos. Mais de 70% dos metais pesados dos aterros sanitários dos EUA provém do lixo eletrônico.

Manter todos os computadores longe dos aterros e usinas incineradoras é necessário se quisermos proteger a saúde pública e o meio ambiente. Cerca de 500 navios carregados de lixo eletrônico chegam à costa da Nigéria por dia. À proporção que as naçõe industrializadas adotem leis mais rigorosas, para regulamentar a destinação final do lixo eletrônico, o fluxo de computadores e celulares para os países em desenvolvimento provavelmente aumentará, a menos que outras medidas sejam introduzidas para lidar com o lixo.

DEVERES DE TODOS

1) Evitar imprimir documentos, optar por envia-los via internet sempre que possível. Caso seja realmente necessário a impressão, procure usar os dois lados do papel.

2)Utilizar cartuchos de tinta de impressora reutilizáveis.
Se você não sabe o que fazer com seu computador antigo, encaminhe-o para iniciativas de metareciclagem que reutilizam o equipamento para promover inclusão digital, ou se não servirem, destinam para a reciclagem do lixo tecnológico.

3)Destinar as pilhas e baterias para a reciclagem. Optar por pilhas recarregáveis.

4) Ter o máximo cuidado ao descartar as lâmpadas fluorescentes, estas devem ser colocadas nas embalagens das novas, armazenadas em local protegido, descontaminadas e recicladas, devido ao alto teor tóxico do vapor de mercúrio contido.

5) Destine os dispositivos tecnológicos para empresas de reciclagem.

autoria
Diego Fernandes Barbosa


4 Comentários »

Filmes sobre a real da reciclagem na campus party:
(http://www.youtube.com/v/d37U96oSjT8) e (http://www.youtube.com/watch?v=RKZfnotuPq0)
(http://www.youtube.com/watch?v=gqyOzUakqpk)

maira — terça-feira, 19 fevereiro 2008 @ 2:01 am


Agradeço pela participação nos comentários, mas se eu quisesse ter postado os links dos filmes teria colocado no corpo do texto.

Mas como a internet é livre e alguém gosta tanto do meu nome e do meu site pessoal (que é meu projeto de dissertação e não tem nada a ver com o Campus Party)que se apropriou deles: sejam felizes.

Mas não fui eu quem escreveu, até porque essa não é a linguagem que eu uso.

É fácil escrever as coisas e colocar a responsabilidade dela nos outros. Eu também gostaria de ter hackeado o google, mas não fui eu quem fiz, não posso assinar por isso. Assim, como não posso assinar pelos quadros de Dali - que também gostaria de ter feito.

;)
Atenciosamente
Maira Begalli

Maira Begalli — terça-feira, 19 fevereiro 2008 @ 9:54 pm


“Chip? é com ‘c’… Aliás, o que diabos é um “chip de 32Mb???… Vc quer dizer uma memória flash ou o que?

E o que é que economizar papel tem a ver com a poluição causada pela fabricação de chips??

nic1138 — sexta-feira, 22 fevereiro 2008 @ 2:31 am


Esclarecendo algumas coisas…

Hoje, sexta-feira 29 de fevereiro, vim até o blog por outros motivos e vi que esse post havia sido modificado. E é claro que foi modificado por alguém que tinha minha senha (até então provisória, desde que o Francisco e a Lúcia Freitas tinham criado minha ID)

Daí essa pessoa fez questão de inserir os mesmos vídeos que ela fez questão de dizer que era eu no comentário “maira” que não fui eu que fez. Legal Mesmo!

Ou seja, a pessoa quer colocar os vídeos em um post meu, e falar que fui eu. Por favor, me mande um email com seu nome e eu faço um post pra vc falando dos vídeos que os campusieros fizeram, que já foram enfatizados e mostram a pobreza (que geralmente fica longe das nossas vidas rasas cosmopolitas)

Mas, não em meu nome - Por favor

Educadamente
Mah ;)

Maira Begalli — sexta-feira, 29 fevereiro 2008 @ 2:43 pm


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